[PT]

A exposição foi projetada especificamente para a Galeria Augusto Meyer, na Casa de Cultura Mario Quintana. A partir da investigação deste local o artista redescobriu, dentro dessa mesma galeria, o exato local onde morou o poeta Mario Quintana, indicado por uma pequena plaquinha de metal que contém a seguinte frase: “Neste local, no antigo Hotel Majestic, existia o quarto no 217, que foi habitado pelo poeta Mario Quintana.”

Partindo deste achado o artista propôs uma performance-instalação. 

Munido de uma câmera fotográfica e um mini-gravador, Jorgge Menna Barreto saiu de seu próprio quarto em sua casa  no bairro Chácara das Pedras em Porto Alegre e percorreu  um caminho até a Galeria Augusto Meyer na Casa de Cultura Mario Quintana, onde se encontrava o quarto 217 do poeta. Fotografando alguns pontos da caminhada (o chão e o céu) e gravando palavras no gravador, o artista fez um percurso possível de ligação do seu quarto à memória do poeta, traçando uma linha no tempo e no espaço urbano. Este trajeto foi feito a pé (aprox. 12 km), meio de locomoção e exploração da cidade predileta de Mario Quintana. Como dizia Mario, “Não há nada como um pé após o outro.”

No espaço da Galeria, intersectando as imagens fotográficas com as palavras colhidas, o artista recriou sua caminhada montando ali um percurso para o visitante da mostra. 

A caminho de mim, texto de Humberto Dutra sobre a obra

[EN]

The exhibition was projected specifically for the Augusto Meyer Gallery, at the Casa de Cultura Mario Quintana. From the investigation of this place, the artist rediscovered, within that same gallery, the exact place where poet Mario Quintana had lived, which was indicated by a small metal sign that contained the following sentence: “In this place, in the old Hotel Majestic, there was room 217, where the poet lived.”

Based on this finding, the artist proposed a performance-installation.

Carrying a photographic camera and a mini-recorder, Jorgge Menna Barreto left his own room at his home in Chácara das Pedras neighborhood in Porto Alegre and walked to Augusto Meyer Gallery at Casa de Cultura Mario Quintana, where room 217 is. Photographing specific points of the walk (the ground and the sky) and recording words, the artist made a possible route of linking his room to the poet’s memory, drawing a line in time and in the urban space. This journey was made on foot (approx. 12 km), the poet’s favorite means of exploration of the city of Mario Quintana. As Quintana said, “There is nothing like one foot after the other.”

In the space of the Gallery, intersecting the photographic images with the words collected, the artist recreated his walk by setting up a route for the exhibition visitor.