[EN]

Jorgge Menna Barreto and Joélson Buggilla perceive the digestive system as a powerful sculpting tool. What humans choose to cultivate and consume shapes and transfigures entire landscapes. Using the term environmental sculpture, Menna Barreto and Buggilla seek means of writing onto landscapes in ways that support biodiversity and more regenerative forms of agriculture.

Feeling a growing suspicion toward exhibition formats, Menna Barreto and Buggilla devoted their time at Jan van Eyck to initiating projects that felt more sustained and ever more sustainable. At the Academie they founded a periodical titled Enzyme whose format they hope will allow for multiple iterations and greater continuity. The publication forges an intersecting ecosystem between the surface of the earth, the surface of the plate, and the surface of the page.

In times past, many indigenous Brazilian tribes were known to cannibalize their conquered enemies as a way of absorbing their power. Enzyme is a nod to the legacy of Brazilian poet Oswald de Andrade and his Anthropophagic Manifesto (1928), in which he proposed cultural cannibalism as a means for Brazilians to forge their identity as a formerly colonized country. According to Menna Barreto and Buggilla, Brazilian modernism was based in large part on artists who traveled to Europe, digested what they saw, and returned home to transform it into something distinctly local. Enzyme proposes cultural criticism as yet another metabolic activity. Menna Barreto and Buggilla posit the intellectual work of digestion as a way in which we can process, break down and de-compose thoughts anew.

Text by Amanda Sarrof

[PT]

Jorgge Menna Barreto e Joélson Buggilla percebem o sistema digestivo como uma ferramenta escultórica poderosa. O que os humanos escolhem cultivar e consumir dá forma e transfigura paisagens inteiras. Utilizando o termo escultura ambiental, Menna Barreto e Buggilla buscam meios de escrever nas paisagens de maneira a apoiar a biodiversidade e formas mais regenerativas de agricultura.

Sentindo uma crescente desconfiança em relação aos formatos de exibição, Menna Barreto e Buggilla dedicaram seu tempo em Jan van Eyck a iniciar projetos que pareciam mais sustentados e cada vez mais sustentáveis. Na JvE, eles fundaram um periódico intitulado Enzyme, cujo formato pretende permitir múltiplas iterações e maior continuidade. A publicação forja um ecossistema de interseção entre a superfície da terra, a superfície da placa e a superfície da página.

No passado, muitas tribos indígenas brasileiras eram conhecidas por canibalizar seus inimigos conquistados como uma forma de absorver seu poder. Enzyme é uma homenagem ao legado do poeta brasileiro Oswald de Andrade e seu Manifesto Antropofágico (1928), no qual ele propôs o canibalismo cultural como um meio para os brasileiros forjarem sua identidade de país anteriormente colonizado. Segundo Menna Barreto e Buggilla, o modernismo brasileiro se baseou em grande parte em artistas que viajaram para a Europa, digeriram o que viram e voltaram para casa para transformá-lo em algo distintamente local. Enzyme propõe a crítica cultural como mais uma atividade metabólica. Menna Barreto e Buggilla postulam o trabalho intelectual da digestão como um meio pelo qual podemos processar, decompor e recompor os pensamentos novamente.

Texto de Amanda Sarrof

Visual essay by Lara Fuke

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Sample article (EN)
Enzyme Website

– 200 copies printed in Risograph at the
Jan van Eyck Printing & Publishing Lab